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O CRISTÃO E O VOTO

Tema: IGREJA
Liberato Pereira
Igreja Presbiteriana do Brasil 912 Clique(s) 6 mensagens 20 Voto(s)

O CRISTÃO E O VOTO


       Próximo domingo, iremos às urnas para eleger Presidente, Governador, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Trago à memória as palavras do sábio Salomão: “Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme.” Pv 29:2.


          O direito ao voto – Incentivo-os a comparecerem às urnas para votar, é um direito, dever e privilégio de todo cidadão brasileiro. Mas, como cristãos, desfrutamos de um privilégio ainda maior, nossa cidadania celestial (Fp 3:20). O céu é a nossa pátria final, e Jesus, o nosso líder supremo. Porém, como cidadãos do Reino de Deus e brasileiros, temos a responsabilidade de escolher nossos lideres terrenos. Como cristão, não podemos deixar de cumprir com o nosso dever, bem como de contribuir para as mudanças necessárias à nossa nação.


      A responsabilidade do voto – Quando olhamos para os efeitos em longo prazo da escolha que faremos, podemos verificar a nossa grande responsabilidade. Serão quatro anos pela frente, nos quais, poderemos ver nossa nação em pleno desenvolvimento, ou afundando ainda mais na crise econômica/social/moral, razão por que devemos votar com muito discernimento e responsabilidade. As Escrituras (conf. Romanos, capítulo treze) orientam os cristãos a orar por aqueles que estão atualmente no poder, mas também precisamos orar para que Deus levante líderes justos e sábios para dirigir o país. Orar ainda para que Ele nos dê a sabedoria, a fim de votar nas pessoas idôneas e pelas razões corretas.    


A motivação para o voto – Como cristãos, precisamos saber o máximo que pudermos sobre os candidatos em quem votaremos. Nossa motivação não deve ser apenas partidária, pois corremos o risco de votar como meros apaixonados. Eleição não é uma mera partida de futebol, em que os torcedores gritam apaixonadamente pelo seu time, e desejam que este vença a qualquer custo! Para isso, necessitamos olhar além das propagandas mostradas pela mídia/redes sociais que desejam “alimentar-nos”. Analisar aquilo que o candidato diz, sua trajetória política, o que fizeram no passado... Quem são os seus conselheiros e os seus planos.


Apresento-lhe algumas orientações importantes que poderão nortear a sua escolha: Qual “a visão de mundo” do candidato, quais são seus posicionamentos quanto às questões morais, ele é fiel aos compromissos com sua família, tem o histórico de ser verdadeiro, trata as finanças com integridade e generosidade, é comprometido com a justiça para com os inocentes, necessitados e vulneráveis, está disposto a proteger a nação de todos os inimigos que a ameaçam.


É obvio que não teremos um candidato perfeito, mas Deus nos pode dar o discernimento, se pedirmos a Ele, para que possamos escolher com sabedoria aqueles que melhor servirão a nossa pátria.


Você já percebeu como os políticos tentam prometer às pessoas recursos financeiros para que possam obter seus votos? É claro que eles esperam que a maioria das pessoas “vote com o bolso”. Promessas estas que não poderão cumprir, por isso tenha muito cuidado! Não barganhe o seu voto. Os políticos acreditam que aqueles que pagam impostos votarão neles se prometerem baixar os impostos, e outras estratégias semelhantes. Infelizmente, percebo que muitos votem apoiados nisso. Mas os cristãos não devem votar apenas pelos “seus bolsos.” Devemos votar pelo bem maior, ou seja, comunitário. Os cristãos devem votar com base na sabedoria, não apenas olhando o que somente lhes beneficia, mas aquilo que trará benefícios a toda a nação  hoje, e às gerações futuras.


Entendo que a igreja não deve colocar-se como cabo eleitoral de nenhum candidato, não é sua missão precípua. Ela deve auxiliar na formação de homens íntegros e capazes de exercer liderança na política, instruir seus membros para que votem com responsabilidade, escolhendo aqueles que melhor servirão a nação. Não tenho dúvida de que se ela cumprir com sua tarefa, contribuirá para um Brasil melhor, tanto selecionando bons candidatos, como preparando liderança nas diversas áreas da governabilidade. É o evangelho quem transforma o homem, e não a política. O cristão deve votar segundo a sua consciência, e não induzido por qualquer mentor ou líder.


Oriento-lhe, então, que ao entrar na sua seção eleitoral, faça não apenas como um contribuinte, ou membro leal de um partido político ou de uma ideologia partidária. Não devemos votar apenas com base naquilo que tornará nossa vida individual mais fácil, ou melhor. O cristão vota com sabedoria, tendo em vista o quadro geral, aquilo que será bom em longo prazo para toda a população. Precisamos votar pensando no futuro de nossos filhos e netos. Rogo a Deus que derrame muita sabedoria sobre nós neste momento tão importante para o nosso país.


        Rev. Liberato Pereira dos Santos


Blog: https://vidacomsentidopleno.blogspot.com/


 

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